quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Da Cor Dos Teus Cabelos


A noite está chorando

Será assim pela eternidade

A luz que clareia à distancia

O choro que brilha encarnado

Da cor dos teus cabelos


E a cabeça fora de mim

Encontra seu lugar

Nos teus ombros nus

Esse amor encarnado

Da cor dos teus cabelos


Sob o toque das tuas mãos

Tua fina pele me aquecendo

Eu perdido nesse amor

Tentando achar palavras

Palavras de sabor encarnado

Da cor dos teus cabelos


Meu corpo sobre teu corpo

Meu olhar sobre teu olhar

Meu amor sobre teu peito

Exalando um aroma encarnado

Das cor dos teus cabelos



REFRÂO:

Amor que me faz sangrar

Quando a saudade

toma teu lugar

brotando de mim esse sangue

da cor dos teu cabelos


(agradecimentos a marina lúcia)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Puro Rancor


Ainda não acordei
Das últimas palavras
Que tu tiveste coragem
De me dizer

Tu não vês
O que fizeste comigo
E mesmo que tente achar
Uma justificativa pra dar

Agora não venha até aqui
Rastejando sob meus pés
Cuspindo gotas
De veneno amor seu

Você fez sua escolha
Agora veja o que fizeste amor
Saia da minha frente, verme!
Por que sou puro rancor

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Esperando pra dormir


O vento frio lá fora
Sussura no meu ouvido
Sua linda voz
Assim tudo que eu escuto
Me lembra você
Agora todas as músicas tristes
Parecem feitas pra mim
Não vejo outra saída
Senão te beijar
Na lembrança que guardo
Do seu doce beijo
Esperando pra dormir
Enconsto sobre a cama
Olhos na lua
Esperando por ti
Esperando pra dormir
Esperando por ti...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Onde Vês?


Aqui onde tudo termina
Coisas quebradas
Lagrimas ao chao
Consegues ver
Alem dos teu olhos?
Até a ultima gota
De suor, de sangue
Que não caiu?
Assim, como o tempo
Incansavel
Assim eu tento
Esquecer o eterno
E por muitas vezes
A fraqueza humana
Me deixa falhar
A morte sorridente
Vem me abraçar,
E que resgata em mim
Tua alma viva
Parte de mim,
Que eu te agarre
E te leve a cova
Toda vez que
Me matares
Até perceberes
E chorares
Oceanos de remorso
Mares de culpa
Que nós nos pertencemos...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Inútil Vida


Morrendo agora
Clamo pela inutil vida
Seus olhos fechados
Não a fazer perceber
E a dor em mim arder
Que me revive
So pra me matar
Que me faz rir
So pra me ver chorar
Ai, que infamia esta
Que hei de cair-me
Não há um dia sequer
Que não tenhas me tomado
Um segundo sequer
Em tristeza e pensamento
Renasce em mim o
Poeta morto, frio

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Lágrimas dos corvos


Ergo a face tremula à lua

Escuridão decai sobre

Meu longo caminho

Olho as lagrimas dos corvos

Vejo a dor em seus olhos

Numa sinfonia melancolica

Das sombras ela surge

Com a beleza do sangue

Vermelho do beijo

Trazendo-me o beijo da morte

Assim vou marchando

Até minha ultima sepultura

Onde risos perfuram o ar

E a tristeza em ti me abraça

Alma humana em ceu noturno

domingo, 12 de outubro de 2008

Menina Moça do Sertão


Chão de terra batido
Pe descalço, sofrido
No sol do sertão
No sol do cangaço
Cabra homem de aço

Suor e enxada
Fazem roça
Aquela menina moça
Observa à sacada
A face de sol queimada

Faz-se necessidade
Plantar no chão da cidade
Um pouco de felicidade
Cultivar com humildade

Menina moça, queimada de pele
Guarde o choro, a vaidade
Sei que lhe toma a ansiedade
E que ainda espera por ele.