segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Inútil Vida


Morrendo agora
Clamo pela inutil vida
Seus olhos fechados
Não a fazer perceber
E a dor em mim arder
Que me revive
So pra me matar
Que me faz rir
So pra me ver chorar
Ai, que infamia esta
Que hei de cair-me
Não há um dia sequer
Que não tenhas me tomado
Um segundo sequer
Em tristeza e pensamento
Renasce em mim o
Poeta morto, frio

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Lágrimas dos corvos


Ergo a face tremula à lua

Escuridão decai sobre

Meu longo caminho

Olho as lagrimas dos corvos

Vejo a dor em seus olhos

Numa sinfonia melancolica

Das sombras ela surge

Com a beleza do sangue

Vermelho do beijo

Trazendo-me o beijo da morte

Assim vou marchando

Até minha ultima sepultura

Onde risos perfuram o ar

E a tristeza em ti me abraça

Alma humana em ceu noturno

domingo, 12 de outubro de 2008

Menina Moça do Sertão


Chão de terra batido
Pe descalço, sofrido
No sol do sertão
No sol do cangaço
Cabra homem de aço

Suor e enxada
Fazem roça
Aquela menina moça
Observa à sacada
A face de sol queimada

Faz-se necessidade
Plantar no chão da cidade
Um pouco de felicidade
Cultivar com humildade

Menina moça, queimada de pele
Guarde o choro, a vaidade
Sei que lhe toma a ansiedade
E que ainda espera por ele.

sábado, 11 de outubro de 2008

A morte amo




mundo de desilusões
guarda em mim triste alma
desisti de lutar
entrego-me de braços abertos
coração pulsa, fora de mim
em minhas visceras
sinto tua presença
sentada sob meu caixão
sinta e perceba
na chuva que cai
sorrisos de crianças inocentes
lave o seu rosto
encare a morte de frente
veja as lagrimas
que sao desperdiçadas no mundo
sinta minhalama dizer-te
a morte amo
amor, te amo

To de Volta!!!!!

to de volta no meu blog
fiquei mto tempo sem postar nada
mas to de volta
agora generalizando minha poesia

sábado, 17 de maio de 2008

Lamentos de Elladan pt III


Sangue frio,

Cristaliza minhas veias

O medo mora aqui

Faces secas, sem vida

Comuns ao passado

Logrado de minhas verdades

Sigo à sua procura

Vestida em luz,

Desmancha minha vergonha

Pareces inalcançável

Ao meus sonhos

Minha espada escarlate

Tinta de sangue, de lamentações

Já não posso governar

Glorias hipócritas

Já não me completam

E, sem pernas

Já não posso correr

Ao seu encontro

Afundo em meu mar de pecados

Devora-me o verme

Ah!Conceda-me

Um último desejo

Diga isso a ela, por mim!

Teria inveja, a lua

Se visse você assim!

Lamentos de Elladan pt II


Eu lutei com uma espada

Que só me feria...

Sacrifiquei meu sangue

E a chuva vem agora

Abençoar meu rosto

Não há mais nada para lutar

Não há mais o que defender

Nossos sonhos padeceram

As lutas, as conquistas

Estão perdendo-se

Em minha memória

Quanto sangue derramado

Elmo em minha cabeça

Escudo em minha mão

A fé em meu coração

E a glória em minha alma