segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Lágrimas dos corvos


Ergo a face tremula à lua

Escuridão decai sobre

Meu longo caminho

Olho as lagrimas dos corvos

Vejo a dor em seus olhos

Numa sinfonia melancolica

Das sombras ela surge

Com a beleza do sangue

Vermelho do beijo

Trazendo-me o beijo da morte

Assim vou marchando

Até minha ultima sepultura

Onde risos perfuram o ar

E a tristeza em ti me abraça

Alma humana em ceu noturno

domingo, 12 de outubro de 2008

Menina Moça do Sertão


Chão de terra batido
Pe descalço, sofrido
No sol do sertão
No sol do cangaço
Cabra homem de aço

Suor e enxada
Fazem roça
Aquela menina moça
Observa à sacada
A face de sol queimada

Faz-se necessidade
Plantar no chão da cidade
Um pouco de felicidade
Cultivar com humildade

Menina moça, queimada de pele
Guarde o choro, a vaidade
Sei que lhe toma a ansiedade
E que ainda espera por ele.

sábado, 11 de outubro de 2008

A morte amo




mundo de desilusões
guarda em mim triste alma
desisti de lutar
entrego-me de braços abertos
coração pulsa, fora de mim
em minhas visceras
sinto tua presença
sentada sob meu caixão
sinta e perceba
na chuva que cai
sorrisos de crianças inocentes
lave o seu rosto
encare a morte de frente
veja as lagrimas
que sao desperdiçadas no mundo
sinta minhalama dizer-te
a morte amo
amor, te amo

To de Volta!!!!!

to de volta no meu blog
fiquei mto tempo sem postar nada
mas to de volta
agora generalizando minha poesia

sábado, 17 de maio de 2008

Lamentos de Elladan pt III


Sangue frio,

Cristaliza minhas veias

O medo mora aqui

Faces secas, sem vida

Comuns ao passado

Logrado de minhas verdades

Sigo à sua procura

Vestida em luz,

Desmancha minha vergonha

Pareces inalcançável

Ao meus sonhos

Minha espada escarlate

Tinta de sangue, de lamentações

Já não posso governar

Glorias hipócritas

Já não me completam

E, sem pernas

Já não posso correr

Ao seu encontro

Afundo em meu mar de pecados

Devora-me o verme

Ah!Conceda-me

Um último desejo

Diga isso a ela, por mim!

Teria inveja, a lua

Se visse você assim!

Lamentos de Elladan pt II


Eu lutei com uma espada

Que só me feria...

Sacrifiquei meu sangue

E a chuva vem agora

Abençoar meu rosto

Não há mais nada para lutar

Não há mais o que defender

Nossos sonhos padeceram

As lutas, as conquistas

Estão perdendo-se

Em minha memória

Quanto sangue derramado

Elmo em minha cabeça

Escudo em minha mão

A fé em meu coração

E a glória em minha alma

Lamentos de Elladan pt I


O sol desvanece ao meu redor

A noite já enche meus olhos

Espero a lua surgir

Em meio às agonias dos homens,

Vidas desperdiçadas, amores perdidos

Já não vejo seu rosto, imagino coisas

Ouço vozes, não quero acreditar

A chuva molha meu corpo

Lavando meus pecados

Mas deixando a culpa

Ao amanhecer

Escorre pelo chão ácido

Lágrimas sem sentimento

Para preencher

O tempo desperdiçado

Já me sinto tão cansado

Não tenho como resistir

Horizontes caindo

Vem a mim a salvação

Lembranças de meu passado

Não afastam a dor

Entrego-me a ela

E descanso nos seus braços